Mas, palavra proferida é igual bala disparada, não tem como voltar atrás. Neste domingo o dia estava muito agradável em Curitiba. Entramos no possante Corsa prata com a roupa do corpo e nos encaminhamos ao tal Rodeio.
Realmente andava inspirado. Nunca tinha a um evento deste tipo e nem me interessava sobre. Não tenho nada contra, porém assistir um "caubói" ficar em cima de um touro que durante 8 segundos gostaria de ser boi, não me atrai. Afinal, ter suas partes baixas apertadas, não deve ser nada agradável.
Fizémos uma viagem animada. Eu, Nicole e a amiga dela fomos conversando e cantando. Isso mesmo, cantando. Quem me conhece sabe que como cantor, sou um ótimo analista de sistemas. Sem falar que o rádio do carro era simplesmente h-o-r-r-í-v-e-l. Sabe aquele tipo de rádio gaveta, que tem um puxador para você retirar todo o aparelho? E tem mais, além de sintonizar de maneira que nos fazia lembrar os tempos dos nossos avós, só tocava fita k7.
Enfim, chegamos. Subimos o morro para encontrarmos alguns amigos que estavam lá desde sábado. Conversamos, rimos e bebemos. Fruto de toda esta animação foi a decisão que tomamos naquela noite. "Vamos dormir por aqui mesmo, e amanhã cedo voltamos para Curitiba".
Reparem que tomamos essa decisão, sem avaliar as conseqüências. Estávamos somente com a roupa do corpo. Não tínhamos levado barraca, muito menos cobertor. Para nós, ter o Corsa a nossa disposição, solucionava todos os nossos problemas.
Mas nada está tão ruim que não possa piorar. 5:00h acordamos (leia-se, acordei) e nos despedimos da galera. Fui ligar o carro e adivinhem. Claro que ele não ligou! Chamamos o povo para empurrar o carro morro abaixo. Eu nem olhava para o lado e pensava: se ela continuar comigo é porque temos tudo para dar certo, mesmo dando tudo errado.
Retornamos à Curitiba enfim. Muita coisa aconteceu nesses primeiros dias do nosso relacionamento que tornaram-se os alicerces de nossa vida a dois.
No próximo post... deixa meu coração me levar!
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