Decidimos que seria dia 12 de novembro de 2005. Cerimônia no cartório civil, casamento simples, somente para a família. Pergunto-me, se casamento é bom, por que precisa de testemunha? No fim da história, ainda bem que tinha pouca gente. Explico...
Eis que entra o juiz de paz com os dois pés no meu peito, como se diz no popular. - "Emmanuel, como você conheceu a Nicole"? Neste momento, onde paira o romantismo, que enamorados fazem juras de amor eterno, onde o céu fica mais azul e o tempo pára, eu respondo com todo amor e carinho que me é peculiar: - "Numa boate"!
- Hã!? Onde!? Numa boate!?Gente, vejam como uma pessoa em menos de 1 minuto consegue derrubar o senso comum dos romances de telenovela, ao ser surpreendido por uma pergunta simples. Só faltou eu comentar sobre a porta do banheiro para completar a "evacuação".
- Sim, numa boate, à noite!
- Em qual boate!?
- (Que cara metido, quer saber tudo!) No Zimbabwe, uma boate que ficava no Água Verde.
Mas não acaba por aqui não. O juiz de paz vira para a Nicole e pergunta: - "Nicole, o que nele mais te atrai"? Pensei, salva a lavoura meu amor! Vai falar que sou romântico, que sou o homem que toda mulher desejaria como esposo, inteligente talvez. Claro que o sentimento aflora do fundo do coração da minha pequena e ela responde: - "O jeitinho dele!"
Pronto! Praticamente Eduardo e Mônica em uma festa estranha com gente esquisita!
O juiz, com um semblante todo desconfiado, dá continuidade ao rito do enlace matrimonial e após assinarmos um papel, fomos declarados perante a lei dos homens, marido e mulher. Perante a lei da vida, pai e mãe da Laura. Perante nossos corações, continuamos uma alma só.
No próximo post: o que pode acontecer mais!?
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