quinta-feira, 14 de junho de 2007

O que mais pode acontecer?!


"O caminho se faz ao caminhar"


Tantas coisas acontecem e deixam de acontecer na vida. Vivemos momentos contraditórios diariamente, experimentamos sabores e disabores, sentimos sensações fortes e fracas.
Na minha estrada, essa mistura caleidoscópica fez-se presente em diversos atos do teatro mágico da vida. Um destes atos que sempre me deixam com a vista embaçada pela lágrima contente foi quando recebi a notícia de que a equação da minha vida estava completa.
Que eu e a Nicole, não éramos somente duas pessoas, éramos e somos 3.
A grande culpada e responsável por tudo isso ter acontecido é a Nicole. Ela mostrou toda sua persistência e vontade, pois durante três anos argumentou-me sobre a importância e a vontade de ter um filho(a). Eu sempre relutei em ser pai, credito isso ao medo do desconhecido e de não corresponder às expectativas.


Hoje só tenho a agradecer. Vivo momentos repletos de risadas gostosas, choros febris, olhares sapecas, soninho silencioso e despertar carinhoso. A pequena Laura aglutina tudo que a gente imagina que possa acontecer no caminho da nossa existência.
Resumindo, ela é a minha e a nossa vida. Nosso sorriso...


sexta-feira, 25 de maio de 2007

Deixa meu coração me levar.... Casamento!

Após 5 anos de namoro, de muita insistência da Nicole e com a cegonha a caminho decidimos nos casar. Afinal, já não era sem tempo. Eu enrolei por mais de 5 anos a pessoa que eu tinha, e tenho, certeza que seria, e é, a mãe dos(a) meu(inha) filhos(a).

Decidimos que seria dia 12 de novembro de 2005. Cerimônia no cartório civil, casamento simples, somente para a família. Pergunto-me, se casamento é bom, por que precisa de testemunha? No fim da história, ainda bem que tinha pouca gente. Explico...

Eis que entra o juiz de paz com os dois pés no meu peito, como se diz no popular. - "Emmanuel, como você conheceu a Nicole"? Neste momento, onde paira o romantismo, que enamorados fazem juras de amor eterno, onde o céu fica mais azul e o tempo pára, eu respondo com todo amor e carinho que me é peculiar: - "Numa boate"!
- Hã!? Onde!? Numa boate!?
- Sim, numa boate, à noite!
- Em qual boate!?
- (Que cara metido, quer saber tudo!) No Zimbabwe, uma boate que ficava no Água Verde.
Gente, vejam como uma pessoa em menos de 1 minuto consegue derrubar o senso comum dos romances de telenovela, ao ser surpreendido por uma pergunta simples. Só faltou eu comentar sobre a porta do banheiro para completar a "evacuação".

Mas não acaba por aqui não. O juiz de paz vira para a Nicole e pergunta: - "Nicole, o que nele mais te atrai"? Pensei, salva a lavoura meu amor! Vai falar que sou romântico, que sou o homem que toda mulher desejaria como esposo, inteligente talvez. Claro que o sentimento aflora do fundo do coração da minha pequena e ela responde: - "O jeitinho dele!"

Pronto! Praticamente Eduardo e Mônica em uma festa estranha com gente esquisita!

O juiz, com um semblante todo desconfiado, dá continuidade ao rito do enlace matrimonial e após assinarmos um papel, fomos declarados perante a lei dos homens, marido e mulher. Perante a lei da vida, pai e mãe da Laura. Perante nossos corações, continuamos uma alma só.

No próximo post: o que pode acontecer mais!?

sábado, 12 de maio de 2007

Seguuuuuuuuuura.....o carro?!?!?

Rodeio em São Luís do Purunã... de onde veio esta idéia!? Até hoje esse pergunta ecoa na minha memória, pois para ter uma idéia dessas preciso de ajuda. Sozinho não sou capaz de tanta criatividade.

Mas, palavra proferida é igual bala disparada, não tem como voltar atrás. Neste domingo o dia estava muito agradável em Curitiba. Entramos no possante Corsa prata com a roupa do corpo e nos encaminhamos ao tal Rodeio.

Realmente andava inspirado. Nunca tinha a um evento deste tipo e nem me interessava sobre. Não tenho nada contra, porém assistir um "caubói" ficar em cima de um touro que durante 8 segundos gostaria de ser boi, não me atrai. Afinal, ter suas partes baixas apertadas, não deve ser nada agradável.

Fizémos uma viagem animada. Eu, Nicole e a amiga dela fomos conversando e cantando. Isso mesmo, cantando. Quem me conhece sabe que como cantor, sou um ótimo analista de sistemas. Sem falar que o rádio do carro era simplesmente h-o-r-r-í-v-e-l. Sabe aquele tipo de rádio gaveta, que tem um puxador para você retirar todo o aparelho? E tem mais, além de sintonizar de maneira que nos fazia lembrar os tempos dos nossos avós, só tocava fita k7.

Enfim, chegamos. Subimos o morro para encontrarmos alguns amigos que estavam lá desde sábado. Conversamos, rimos e bebemos. Fruto de toda esta animação foi a decisão que tomamos naquela noite. "Vamos dormir por aqui mesmo, e amanhã cedo voltamos para Curitiba".

Reparem que tomamos essa decisão, sem avaliar as conseqüências. Estávamos somente com a roupa do corpo. Não tínhamos levado barraca, muito menos cobertor. Para nós, ter o Corsa a nossa disposição, solucionava todos os nossos problemas.

Dormimos no Corsa numa das noites mais frias do mês. Sabem aquelas noites lindas, céu estrelado, sem nuvens, mas um frio de rachar coco. Assim, todo encolhido, praticamente retornando a fase fetal e roncando, propiciava uma noite inesquecível para futura mãe dos meus filhos. Afinal, não tem como esquecer esta situação, tem!?

Mas nada está tão ruim que não possa piorar. 5:00h acordamos (leia-se, acordei) e nos despedimos da galera. Fui ligar o carro e adivinhem. Claro que ele não ligou! Chamamos o povo para empurrar o carro morro abaixo. Eu nem olhava para o lado e pensava: se ela continuar comigo é porque temos tudo para dar certo, mesmo dando tudo errado.

Retornamos à Curitiba enfim. Muita coisa aconteceu nesses primeiros dias do nosso relacionamento que tornaram-se os alicerces de nossa vida a dois.

No próximo post... deixa meu coração me levar!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Não basta impressionar, tem que esculhambar

Enfim, o que precisamos fazer para impressionar e conquistar uma pessoa? Vejamos: além de ser romântico, falar tudo aquilo que a outra pessoa quer ouvir, dar um ovo de páscoa, o que mais é preciso!? Com este imbróglio atormentando-me, resolvi quebrar todos os paradigmas. Chutar o balde do senso comum.
E tudo começou com ela dando-me a resposta sobre nosso futuro. Nos encontramos e perguntei: - Resolveu? Ela: - Estou aqui, não estou?! Gente, como eu sou campeão em fazer perguntas idiotas cujas respostas são óbvias.


Resolvi impressionar (olha o perigo), já que vislumbrava um namoro que poderia dar certo. Convidei-a para almoçar domingo na minha casa, fato que em condições (a)normais não faria. Afinal, a família estaria toda reunida e eu levá-la poderia ser um tiro certeiro no meu pé. Ah!Claro que não comentei com ela sobre este detalhe da família.

Chega o domingo, família toda reunida e minha nova namorada assustada ao ver tanta gente reunida. Mas, ela como Miss Simpatia Mandirituba (conto outro dia sobre isso) saiu-se muito bem e toda família a recebeu de braços abertos.


Passamos um belo domingo e eu acreditava que já tinha impressionado minha futura esposa, mas eu queria garantir o sucesso de encontro. Como? O óbvio, uma idéia brilhante: ir ao Rodeio em São Luís do Purunã. Meu Deus! Da onde eu tirei isso? Até hoje me pergunto de onde vem tanta inspiração.


Realmente, não basta impressionar, tem que esculhambar.


No próximo post, conto o resultado desta viagem.


quinta-feira, 26 de abril de 2007

Quinta - feira de qual feira?

As primeiras semanas de um relacionamento realmente são merecedoras de grandes estudos e subsidiam teses de doutorado, vocês não acham? Explico: depois do final de semana da Páscoa, aquele que seria trágico se não fosse cômico, esperei. E esperei. Mais um pouco. Quase lá. Não aguentei, liguei!


Claro que ela NÃO atendeu. Mulheres adoram não atender de primeira. Ficam olhando para o telefone de segundo em segundo, e quando ele toca: "não vou atender!" ou "será que é ele?". Realmente o imaginário feminino está longe da compreensão cega masculina.

Liguei no serviço dela. Alías cabe até ( ). Ela trabalhava em Shopping. Nunca tinha imaginado o quanto é horrível trabalhar em um lugar desses. A folga é durante a semana, bem naquele dia que deve passar pela sei lá enésima vez:

Karatê Kid (aquele que aprende karatê encerando carro, pintando cerca e ganha a luta dando um passe de ballet), Conan - o Bárbaro (o início da carreira política do Arnold), o Grande Dragão Branco (aquele do baixinho que ganha do grandão de olhos fechados) ou Footloose - Ritmo Louco (confesse, ficou com vontade de dançar agora).

Nesse dia de folga você pode fazer o que? Todo mundo está trabalhando e sair durante o dia só se for para fazer aquilo que sua mãe lhe pede com todo o carinho: - filho (a), já que você está de folga, você pode ir no banco para mim!? - Hei, e minha sessão da tarde?

Voltemos ao conto depois do desconto. A amiga dela cujo nome minha memória acabou de esquecer, falou-me que ela não tinha chegado ainda (novidade, hein!?), mas que pediria para ela me ligar assim que chegasse.

Finalmente ela me atendeu. "- Como é bom ouvir sua voz"! Eu tinha duas razões para falar isso e não ofenderei a inteligência de vocês descrevendo-as. Marcamos nosso primeiro encontro com possibilidade de acontecer algo além de eu abrir a porta do carro, pagar a conta, ser cavalheiro e se perfazer de rapaz intelectual, aquele mais conhecido como "devagar". Um selinho já seria um grande bônus.
Como esperamos as coisas acontecerem durante a vida! Seria mais fácil irmos de encontro aos acontecimentos e sermos protagonistas da nossa história.
Quinta-feira, o grande dia! Como palco para o grande evento, nada mais inspirador que o local onde nos vimos pela primeira vez. Não era na porta do banheiro, viu!? Cheguei cedo para garantir que a encontraria, coisa rara de acontecer, para não dizer única.
Momento de reflexão: cavalheiro espera a dama dentro do local ou na frente? Não busca ela em casa e deixa ir de ônibus? Tenho que rever meus conceitos.
2002

Fiquei no mezanino. Posição estratégica com visão ampla. E continuei esperando ... 23:00h ... esperando ... 02:00h ... desesperando! Ela afirma que foi, eu confirmo: não bebi tanto assim para não enxergá-la. Acredito que o destino nos pregou uma peça e realmente não nos encontramos, apesar de ambos estarem lá.

Afinal, quinta-feira de qual feira? Não fora desta vez!

Diante deste desencontro, encontro vocês na próxima feira para contar sobre o primeiro beijo, almoço em família e viagem.



terça-feira, 24 de abril de 2007

As primeiras semanas - "Eu espero"


Conforme combinado, vou falar sobre as primeiras semanas do meu relacionamento com a minha digníssima companheira. Lembram-se quando falei que dançamos!? Então, somente dançamos. Ela com o rosto deitado no meu ombro, eu pensei: "É agora..." e realmente foi. Foi a hora de irmos embora, eu abrindo a porta do carro para ela e dando carona.

Mas não perdi a pose! Convidei-a para jantar fora. Em plena sexta-feira Santa fomos ao restaurante Mar e Terra. Obviamente ficamos no mar e paguei pela terra também. Senti-me o cara mais desinformado religiosamente que conhecia.

Durante o jantar, pegava na mão dela para tentar um carinho. Ela por sua vez, pegava na minha mão e deixava-a de lado. Era realmente uma briga entre dedos masculinos e femininos. Aliás, a mão dela foi paixão à primeira vista. Adoro mãos.

Para o domingo de páscoa arquitetei o seguinte plano. Descobriria qual ovo de chocolate que ela desejava e eu, simpaticamente e sem segundas intenções, lhe daria. Mas sabe como são essas coisas, têm tudo para acontecer aquelas (hi)estórias.

Para manter o padrão, eu já estava atrasado para pegá-la no serviço do shopping. Saí com o carro de ré, com tudo. Minha rua é daquelas sem saída, tipicamente de bairro, tranqüila demais. Logicamente, no exato momento no qual eu saía, vinha outro carro descendo a rua e acertei-lhe a frente. Atrasei-me mais, sem falar no prejuízo material.

Chegando no local marcado, ela nem acreditou no que eu acabara de contar. Pensei então, o que temos até agora:
  • Perfil do futuro marido sob o ponto de vista do mesmo: atrasado, contando um (hi)estória, gastando uma grana com a menina dos olhos verdes (agora tenho certeza) e cavalheiro. Sim, acreditem, c-a-v-a-l-h-e-i-r-o = cavalheiro. Presenteando, abrindo porta, nem tentando beijar estava.
  • Perfil sob o ponto de vista dela: que cara estranho e estabanado que fui arranjar. Pelo menos vou ganhar meu ovo de páscoa.
Fomos ao cinema assistir ao filme "????". (Você pensou que eu lembraria qual filme assistimos juntos pela primeira vez, pensou!?).

Foi antes de entrarmos para assistir ao filme que fui surpreendido. Ela tinha namorado!!!
Ao dizer-me tal heresia, não pestanejei e joguei o laço que definiu meu futuro. Respondi: "Eu espero".

Dizem que podemos mudar nosso destino em apenas 1 segundo, tudo depende das nossas ações. Mudei o meu para melhor...

2003


domingo, 22 de abril de 2007

Cronologia dos fatos - Domingo em família

Hoje pensei como seria contar e (des)enrolar os fatos desta pequena trama familliar. E resolvi: os fatos da vida, do dia-a-dia, determinarão o que contarei para vocês. Concluí que meus sentimentos, minhas saudades e minhas ansiedades darão ritmo deste pequeno blog.

Então neste domingo, sigo o meu coração e resolvo contar o que fiz com minha família, num fim de semana totalmente comum.

07:30h - Acordei com a minha pequena filha treinando o que fará com seus futuros "rolos": dando chute no rosto. O mais engraçado foi quando eu acordei realmente, abri os olhos e encontrei o sorriso do sucesso alcançado, ofuscando o quarto todo. Minha pequena mostra que será persistente!

09:00h - Conversei com meu irmão Pedro, que encontra-se do outro lado do mundo batalhando para dar o melhor para sua pequena grande Monique.

10:50h - Fomos ao Parque São Lourenço, e para variar, honrei minha origem nipônica e tirei mais fotos.


12:30h - Chegamos em casa e resolvemos fazer uma faxina na casa. O legal que encontramos outra família durante esta salutar atividade. Uma família de aranhas-marrom. Pena que o saldo deste encontro foi trágico para elas.

14:00h - Almoço com a família. Atuei como churrasqueiro e comemos uma bela picanha. O fato mais engraçado foi a frase da minha querida mãe, na fila da carne e no tom de voz que a menina que anota a placa do carro ouviu : "Rafa (meu outro irmão), não tem filé com mignon, vamos ter que levar picanha mesmo"! Tá podendo mãe. Aliás, uma coisa que aprendemos aqui em casa: quem tem mãe, não tem medo!

16:30h - Eu, meu cunhado (este faz parte da família) e meus sobrinhos, Lê e Du, fomos à Kyocera Arena, assistir o Furacão. Quebramos um tabu! Perdemos o primeiro jogo na Arena para o Paraná Clube. Sem Comentários.

20:00h - Concentração para segunda-feira. Entendo que o Garfield e eu temos algo em comum, além da "pança". Detestamos segundas-feira.

Pretendo contar no próximo post como foram as primeiras semanas de namoro com a Nicole.
Boa semana para todos!

sábado, 21 de abril de 2007

Inauguração do Blog da Família Emmanuel+Nicole=Laura

Hoje tomei a decisão de criar um blog para mostrar ao mundo a equação mais perfeita que encontrei na minha vida.

EMMANUEL(Mano) + NICOLE (Ni) = LAURA

Na intenção que familiares, amigos e desconhecidos acompanhem a evolução da minha família, utilizo-me deste veículo magnífico que é a internet para compartilhar histórias e estórias; alegrias e tristezas; emoções e sentimentos; altos e baixos; fotos abstratas e concretas desta família simplesmente complexa e dialeticamente feliz.

Os personagens desta história começaram a ser desenhados na madrugada do dia 28/04/2000, por volta das 03:00h, na porta do banheiro do Zimbabwe. Deparei-me com uma linda garota, de olhos "puxados" e verdes. Ou será que eram azuis!? Estava tão embriagado pela beleza dela que a cerveja não poderia ser a culpada de eu não enxergar corretamente. Ou seria!? (Ela vai me matar depois de ler isso, hehehehe)

Conversamos e dançamos coladinhos, pasmem, uma música do Araketu (alguém lembra deles?). Pensei: será que encontrei aquela que vai reclamar da toalha molhada em cima da cama, da tampa da privada levantada, dos hã-rã que responderei às perguntas dela durante o jogo de futebol, de como mudei desde quando nos conhecemos e, o pior, de não lembrar as datas mais importantes - e que roupa vestia - do nosso relacionamento (incluindo o dia 28/04, de madrugada e bêbado)?

Depois desta dança, todo o roteiro desta história foi criado pelos personagens, sem ensaios e falas programadas. Simplesmente foram planejadas para acontecer no improviso da roda-viva da vida.