sexta-feira, 25 de maio de 2007

Deixa meu coração me levar.... Casamento!

Após 5 anos de namoro, de muita insistência da Nicole e com a cegonha a caminho decidimos nos casar. Afinal, já não era sem tempo. Eu enrolei por mais de 5 anos a pessoa que eu tinha, e tenho, certeza que seria, e é, a mãe dos(a) meu(inha) filhos(a).

Decidimos que seria dia 12 de novembro de 2005. Cerimônia no cartório civil, casamento simples, somente para a família. Pergunto-me, se casamento é bom, por que precisa de testemunha? No fim da história, ainda bem que tinha pouca gente. Explico...

Eis que entra o juiz de paz com os dois pés no meu peito, como se diz no popular. - "Emmanuel, como você conheceu a Nicole"? Neste momento, onde paira o romantismo, que enamorados fazem juras de amor eterno, onde o céu fica mais azul e o tempo pára, eu respondo com todo amor e carinho que me é peculiar: - "Numa boate"!
- Hã!? Onde!? Numa boate!?
- Sim, numa boate, à noite!
- Em qual boate!?
- (Que cara metido, quer saber tudo!) No Zimbabwe, uma boate que ficava no Água Verde.
Gente, vejam como uma pessoa em menos de 1 minuto consegue derrubar o senso comum dos romances de telenovela, ao ser surpreendido por uma pergunta simples. Só faltou eu comentar sobre a porta do banheiro para completar a "evacuação".

Mas não acaba por aqui não. O juiz de paz vira para a Nicole e pergunta: - "Nicole, o que nele mais te atrai"? Pensei, salva a lavoura meu amor! Vai falar que sou romântico, que sou o homem que toda mulher desejaria como esposo, inteligente talvez. Claro que o sentimento aflora do fundo do coração da minha pequena e ela responde: - "O jeitinho dele!"

Pronto! Praticamente Eduardo e Mônica em uma festa estranha com gente esquisita!

O juiz, com um semblante todo desconfiado, dá continuidade ao rito do enlace matrimonial e após assinarmos um papel, fomos declarados perante a lei dos homens, marido e mulher. Perante a lei da vida, pai e mãe da Laura. Perante nossos corações, continuamos uma alma só.

No próximo post: o que pode acontecer mais!?

sábado, 12 de maio de 2007

Seguuuuuuuuuura.....o carro?!?!?

Rodeio em São Luís do Purunã... de onde veio esta idéia!? Até hoje esse pergunta ecoa na minha memória, pois para ter uma idéia dessas preciso de ajuda. Sozinho não sou capaz de tanta criatividade.

Mas, palavra proferida é igual bala disparada, não tem como voltar atrás. Neste domingo o dia estava muito agradável em Curitiba. Entramos no possante Corsa prata com a roupa do corpo e nos encaminhamos ao tal Rodeio.

Realmente andava inspirado. Nunca tinha a um evento deste tipo e nem me interessava sobre. Não tenho nada contra, porém assistir um "caubói" ficar em cima de um touro que durante 8 segundos gostaria de ser boi, não me atrai. Afinal, ter suas partes baixas apertadas, não deve ser nada agradável.

Fizémos uma viagem animada. Eu, Nicole e a amiga dela fomos conversando e cantando. Isso mesmo, cantando. Quem me conhece sabe que como cantor, sou um ótimo analista de sistemas. Sem falar que o rádio do carro era simplesmente h-o-r-r-í-v-e-l. Sabe aquele tipo de rádio gaveta, que tem um puxador para você retirar todo o aparelho? E tem mais, além de sintonizar de maneira que nos fazia lembrar os tempos dos nossos avós, só tocava fita k7.

Enfim, chegamos. Subimos o morro para encontrarmos alguns amigos que estavam lá desde sábado. Conversamos, rimos e bebemos. Fruto de toda esta animação foi a decisão que tomamos naquela noite. "Vamos dormir por aqui mesmo, e amanhã cedo voltamos para Curitiba".

Reparem que tomamos essa decisão, sem avaliar as conseqüências. Estávamos somente com a roupa do corpo. Não tínhamos levado barraca, muito menos cobertor. Para nós, ter o Corsa a nossa disposição, solucionava todos os nossos problemas.

Dormimos no Corsa numa das noites mais frias do mês. Sabem aquelas noites lindas, céu estrelado, sem nuvens, mas um frio de rachar coco. Assim, todo encolhido, praticamente retornando a fase fetal e roncando, propiciava uma noite inesquecível para futura mãe dos meus filhos. Afinal, não tem como esquecer esta situação, tem!?

Mas nada está tão ruim que não possa piorar. 5:00h acordamos (leia-se, acordei) e nos despedimos da galera. Fui ligar o carro e adivinhem. Claro que ele não ligou! Chamamos o povo para empurrar o carro morro abaixo. Eu nem olhava para o lado e pensava: se ela continuar comigo é porque temos tudo para dar certo, mesmo dando tudo errado.

Retornamos à Curitiba enfim. Muita coisa aconteceu nesses primeiros dias do nosso relacionamento que tornaram-se os alicerces de nossa vida a dois.

No próximo post... deixa meu coração me levar!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Não basta impressionar, tem que esculhambar

Enfim, o que precisamos fazer para impressionar e conquistar uma pessoa? Vejamos: além de ser romântico, falar tudo aquilo que a outra pessoa quer ouvir, dar um ovo de páscoa, o que mais é preciso!? Com este imbróglio atormentando-me, resolvi quebrar todos os paradigmas. Chutar o balde do senso comum.
E tudo começou com ela dando-me a resposta sobre nosso futuro. Nos encontramos e perguntei: - Resolveu? Ela: - Estou aqui, não estou?! Gente, como eu sou campeão em fazer perguntas idiotas cujas respostas são óbvias.


Resolvi impressionar (olha o perigo), já que vislumbrava um namoro que poderia dar certo. Convidei-a para almoçar domingo na minha casa, fato que em condições (a)normais não faria. Afinal, a família estaria toda reunida e eu levá-la poderia ser um tiro certeiro no meu pé. Ah!Claro que não comentei com ela sobre este detalhe da família.

Chega o domingo, família toda reunida e minha nova namorada assustada ao ver tanta gente reunida. Mas, ela como Miss Simpatia Mandirituba (conto outro dia sobre isso) saiu-se muito bem e toda família a recebeu de braços abertos.


Passamos um belo domingo e eu acreditava que já tinha impressionado minha futura esposa, mas eu queria garantir o sucesso de encontro. Como? O óbvio, uma idéia brilhante: ir ao Rodeio em São Luís do Purunã. Meu Deus! Da onde eu tirei isso? Até hoje me pergunto de onde vem tanta inspiração.


Realmente, não basta impressionar, tem que esculhambar.


No próximo post, conto o resultado desta viagem.